quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E agora?

E agora Maria, o sonho acabou, o encanto se foi, a esperança secou e o olho fechou...
E agora?

As vezes me sinto como um anjo caído na Terra a observar as insanidades do tal mundo moderno...
Não existe mais cumplicidade nas relações, não existe mais amor, companheirismo, carinho, desejo, não existe mais nada de bom...
cadê?
Cadê os sonhos realizados, cade a promessa, o sexo, as mãos, o afago e o tão sonhado ACONCHEGO ...
Não tem mais...
acabou...
Secou...
E pra mim...
Pra mim nada sobrou...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Não Mais o Mais do Mesmo...

Medo e Vida
Nos últimos meses minha grande preocupação vinha sendo o medo de perder.

É muito estranho, mas o medo me paralisou de tal forma que comecei a não ver mais graça nas coisas, nas pessoas, no trabalho, na família e nem na vida. A vida tornou-se cinzenta, insuportável. A todo instante me vinha sobressaltos de pavores infundados de perder o que tinha conquistado.

Já passei por isso antes e desta vez, não queria sentir esse gosto amargo de novo. Procurei ajuda num consultorio de psicologia. Mas nem assim o medo passava.

Saia de casa para trabalhar e tinha medo de deixar a pessoa que amo sozinha. O telefone dele tocava e tinha medo de que fosse uma pessoa importuna. Final de semana tinha medo da forma que as coisas aconteciam. Fui ficando cada vez mais e mais assustada com meu medo, com mais medo de perder o que eu nem tinha certeza se tinha ganho.

O psicólogo dizia que eu precisava prestar mais atenção em mim, me libertar daquilo e fazer coisas que me afastassem do objeto do medo. Aquilo era pior. Não queria ficar longe dele, pq aí sim o medo crescia ainda mais.

Começaram as brigas. Intermináveis e cada dia ficava mais e mais triste. Via que aquilo não podia continuar daquele jeito.

Coemecei a faltar do trabalho, a carregar um olhar triste e pesado. Não era mais aquela mulher feliz e cheia de vida.

Resolvi repensar tudo e questionar se aquilo estava valendo a pena. Foi quando percebi que aquele medo nada mais era do que ciúmes. Mas ciúmes é um sentimento de posse, de um objeto que acreditamos possuir. Mas um objeto não pensa, não age, não se emociona e comecei a perceber que pessoas não são objetos e não pertencem a ninguém. Ninguém tem o poder de manipular ninguém!

Comecei a reelembrar tudo que me deixava triste naquela relação e percebi que a maior culpada daquela tristeza era eu mesma. Se eu o havia aceitado de volta e se ele havia lutado para me ter de volta também teria que ser diferente. Não poderia ser o mais do mesmo. Foi então que renasci e mudei. Hoje acordei e coloquei a melhor roupa e ao sair para trabalhar pude perceber o quanto sou desejada, o quanto havia esquecido de mim ao viver a vida do outro e para o outro. Hoje é um dia diferente pois me apaixonei por mim novamente e não quero mais me perder. Quanto ao medo de perder o outro, isso passou... Ninguém é de ninguém, nem eu mesma sou dele. Estamos felizes, e essa felicidade irá durar o tempo necessário.

Tudo a seu tempo.