sexta-feira, 2 de dezembro de 2011




O outro...


O outro me incomoda, me fere, me desestabiliza, me morde...

Se refez e agora me desfaz...

Estou pedra,

Estou gelo,

Estou de todas formas quebrada.

No espelho me vejo

Um rosto que não reconheço mais

Do lado de lá, tudo reflexo

Reflexão

Porque?

Quem deu a permissão para que me transformasse assim?

De uma hora pra outra, triste

Parada no tempo de um tempo que já passou

Rezo

Oro

Imploro

Mas tudo não passa de um eco, perdido no espaço, no tempo, nas horas...

Já foi, aceita menina!

Se liberta!

O amor não é isso!

Pode ser aquilo, mas não isso!

Ninguém muda, já dizia meu pai

Será?

Eu mudei...

Mudança vem de dentro pra fora

Se olhe no espelho

Encare!

Coragem!

E o espelho me trai

Reflete você...

Foi apenas um sonho, um sonho sem fim

Mas acabou...

Culpa sua de ter acreditado um dia...

Não acredite mais...

Mas eu acredito!

Um dia ainda vai existir o amor...

O amor não existe...

O amor só acontece de mil em mil anos...

O resto é neurose...




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Só, sozinha...








Carinho, carência...




Período de carência, período legal ou convencional suspensivo de um direito ou obrigação.
Doença de carência ou carencial, a devida à falta de vitaminas (avitaminose) ou de uma substância mineral (ferro, cálcio etc.) ou orgânica (proteína), necessárias à vida.


Psicologia:


Carência afetiva, ausência total ou parcial de laços afetivos...

Carência do que foi e nunca mais será.

Carência de um você que não existe mais...

Ausência do seu afeto, isso é fato!

Carência com você ao meu lado...

Solidão a dois...

Só um mais um, sem par...

Um cálculo vazio

Por si só, sozinho...







quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E agora?

E agora Maria, o sonho acabou, o encanto se foi, a esperança secou e o olho fechou...
E agora?

As vezes me sinto como um anjo caído na Terra a observar as insanidades do tal mundo moderno...
Não existe mais cumplicidade nas relações, não existe mais amor, companheirismo, carinho, desejo, não existe mais nada de bom...
cadê?
Cadê os sonhos realizados, cade a promessa, o sexo, as mãos, o afago e o tão sonhado ACONCHEGO ...
Não tem mais...
acabou...
Secou...
E pra mim...
Pra mim nada sobrou...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Não Mais o Mais do Mesmo...

Medo e Vida
Nos últimos meses minha grande preocupação vinha sendo o medo de perder.

É muito estranho, mas o medo me paralisou de tal forma que comecei a não ver mais graça nas coisas, nas pessoas, no trabalho, na família e nem na vida. A vida tornou-se cinzenta, insuportável. A todo instante me vinha sobressaltos de pavores infundados de perder o que tinha conquistado.

Já passei por isso antes e desta vez, não queria sentir esse gosto amargo de novo. Procurei ajuda num consultorio de psicologia. Mas nem assim o medo passava.

Saia de casa para trabalhar e tinha medo de deixar a pessoa que amo sozinha. O telefone dele tocava e tinha medo de que fosse uma pessoa importuna. Final de semana tinha medo da forma que as coisas aconteciam. Fui ficando cada vez mais e mais assustada com meu medo, com mais medo de perder o que eu nem tinha certeza se tinha ganho.

O psicólogo dizia que eu precisava prestar mais atenção em mim, me libertar daquilo e fazer coisas que me afastassem do objeto do medo. Aquilo era pior. Não queria ficar longe dele, pq aí sim o medo crescia ainda mais.

Começaram as brigas. Intermináveis e cada dia ficava mais e mais triste. Via que aquilo não podia continuar daquele jeito.

Coemecei a faltar do trabalho, a carregar um olhar triste e pesado. Não era mais aquela mulher feliz e cheia de vida.

Resolvi repensar tudo e questionar se aquilo estava valendo a pena. Foi quando percebi que aquele medo nada mais era do que ciúmes. Mas ciúmes é um sentimento de posse, de um objeto que acreditamos possuir. Mas um objeto não pensa, não age, não se emociona e comecei a perceber que pessoas não são objetos e não pertencem a ninguém. Ninguém tem o poder de manipular ninguém!

Comecei a reelembrar tudo que me deixava triste naquela relação e percebi que a maior culpada daquela tristeza era eu mesma. Se eu o havia aceitado de volta e se ele havia lutado para me ter de volta também teria que ser diferente. Não poderia ser o mais do mesmo. Foi então que renasci e mudei. Hoje acordei e coloquei a melhor roupa e ao sair para trabalhar pude perceber o quanto sou desejada, o quanto havia esquecido de mim ao viver a vida do outro e para o outro. Hoje é um dia diferente pois me apaixonei por mim novamente e não quero mais me perder. Quanto ao medo de perder o outro, isso passou... Ninguém é de ninguém, nem eu mesma sou dele. Estamos felizes, e essa felicidade irá durar o tempo necessário.

Tudo a seu tempo.

quarta-feira, 12 de março de 2008


You don´t have to go

You don´t have to go

Baby please don´t go

All those tears I cry

Baby please don´t go

When I read the letter you wrote

It made me mad mad mad

When I read the news

That it brought me

To made me sad sad sad

But I still love you so

I can´t let you go

I love you ooh honey I love you

Every breath I take

Every move I make

Baby please don´t go

You hurt me to my soul

You hurt me to my soul

Honey please don´t go

Baby please don´t go

Saudade de vc meu - - - - de Salvador...

segunda-feira, 10 de março de 2008

A SOBERBA


O ser humano é um bicho esquisito... Quanto mais eu observo, mais eu me surprendo....

Mas esses dias fiquei pensando... Quem sou eu pra julgar alguém? Me achei um pouco arrogante, mas o que tem de mais pensar, afinal o pensamento é meu, e através dessas observações tendo me tornar um ser humano melhor, tentanto não cometer erros que outros cometem.

Quer saber? Também não sou nenhuma santa, se fosse, estaria no céu e não na terra cercada por tanta gente que comete os 7 pecados capitais. Por falar em pecados, últimamente tenho observado a soberba. Andei dando uma pesquisada e ví que esse é um dos piores pecados, na minha opinião.

"A soberba é a tendência de um indivíduo para um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer. Pode ser associada à luxúria, altivez e apresenta um certo nível de presunção exagerada para com bens materiais. Frequentemente um indivíduo com essas tendências também apresenta vaidade e arrogância, juntamente com orgulho demasiado pelas próprias capacidades e eventuais realizações, sempre associadas ao luxo."

Ando decepcionada com pessoas que carregam a roupagem da soberba e a estampa no olhar arrogante de se achar superior.

Mas, no caso da pessoa que venho analisando, foi uma grande decepção.

Antes era o mais querido de todos, que eu admirava pela sua maneira simples e inteligente de ser. Que o respeitava por acreditar ser humilde, apesar de ter tantos adjetivos. Mas tudo não passou de uma máscara que cobria sua verdadeira essência. E como diz o dito popular, "As máscaras sempre caem!". E a dele caiu.

Mas o pior de tudo não foi a revelação da sua verdadeira identidade, mas a maneira como as pessoas que os cercam reagiram...

Ao invés de desprezar um ser egoísta e soberbo, essas pessoas passaram a agradá-lo!!!!! Pois é, as mesmas pessoas que o condenava quando ele ainda possuia a carcaça de um cordeiro! Passaram a aprová-lo, admirá-lo e presenteá-lo!

E aí está a minha triste observação;

De que na verdade o ser humano gosta de estar perto de pessoas com desvio de caráter...

É uma pena...

E aí vai a conclusão;

A hipocrisia humana é absurda!

quarta-feira, 5 de março de 2008


Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito...
Se o que é errado ficou certo
As coisas são como elas são
Sua inteligência ficou cega
De tanta informação...
Se não faz sentido
Discorde comigo
Não é nada de mais
São águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe
Não olhe prá trás...
Você quer encontrar a solução
Sem ter nenhum problema
Insistir e se preocupar demais
Cada escolha é um dilema...
Como sempre estou
Mais do seu lado que você
Siga em frente em linha reta
E não procure o que perder...
Se não faz sentido
Discorde comigo
Não é nada de mais
São águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe
Não olhe prá trás...